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Como fazer um programa de rádio


Roteiro


Objetivo: Elaborar um passo a passo para a confecção de roteiros e scripts.


Em qualquer programa de rádio, o roteiro ou script serve de guia para a apresentação do radialista. É um texto que orienta a gravação de um programa de rádio, uma prévia, no papel, de como o programa irá se desenvolver. E qual a diferença entre ambos?

No roteiro, além dos enunciados que deverão ser lidos pelo locutor, está descrito todo o trabalho técnico a ser feito, como: a música que vai ao ar, o momento da fala do locutor, as vinhetas de apresentação do programa, os efeitos sonoros etc. O roteiro de uma radionovela, por exemplo, inclui as marcações dos diálogos dos atores, da sonoplastia e das músicas.

Assim, o roteiro radiofônico é um guia para elaboração e produção de qualquer peça de rádio, seja uma vinheta, uma chamada, ou um programa. No momento da elaboração de sua elaboração, as definições em relação ao público-alvo, ao estilo da programação e à locução já deverão ter sido realizadas, com o intuito de se produzir um programa adequado à emissora e seu segmento de público. Deve, ainda, constar de todas as orientações tanto para o técnico (no caso de uma produção em AM ou produtora), como para o locutor, assim como as entradas de trilhas, músicas, vinhetas e material gravado (spots, jingles e entrevistas).

Para permitir um entrosamento adequado entre a equipe de produção, os técnicos e locutores, o roteiro deve ser claro e organizado, de forma que possa ser facilmente compreendido por todos.

O script é a parte escrita, o roteiro do programa, da chamada, do jornal, tudo preparado com todas as informações, na ordem em que vão acontecer, para a realização da peça radiofônica. São os passos para “costurar” as diversas partes da peça. Então, no script devem constar as indicações técnicas para o operador de som, desde a entrada da vinheta de abertura do programa, a utilização de músicas, o tempo de cada música, efeitos sonoros, o texto para o locutor até as entradas e saídas dos depoimentos e/ou entrevistas (“deixas” iniciais e finais). Enfim, tudo que for acontecer no programa ou na peça radiofônica deve estar descrito no script, com marcação de tempo e hora de entrada para facilitar o trabalho do operador, do locutor e até da produção da peça.

Se a peça for gravada, os erros podem ser corrigidos sem problema, mas se for ao vivo, o script auxilia no sentido de evitar erros, que quando acontecem, são impossíveis de corrigir. Mas, a presença do script evita a continuidade do erro, que resultaria em um desastre para a emissora. Existem profissionais que dispensam o script. Contudo, é preciso ter muita experiência para não fazer o produto cair. De toda forma, a utilização de um simples roteiro é indispensável. Rádio é tempo e não se pode “estourar” o tempo, pois existem compromissos comerciais e da própria programação da emissora.

Produção

O segredo do sucesso está nos bastidores. A integração entre idéia, roteiro, equipe e recursos ocorrem de forma fluente.

Objetivo: Apresentar as principais técnicas de realização de programas de rádio.


Quando se fala em script é inevitável falar da produção. A produção existe para o programa musical, o noticiário, o jornal falado, esportivo, chamadas ou spots (peças publicitárias para rádio) e até para adaptações de contos ou histórias.

A produção, em geral, tem uma equipe coordenada para desenvolver o tema do programa, fazer a coleta de informações e depoimentos, agendar reportagens e entrevistas necessárias, pesquisar e definir a sonoplastia, sejam músicas ou efeitos sonoros e a parte técnico-operacional do produto.

Cada produção tem suas peculiaridades. A equipe pode variar em função do gênero da produção. Tratando-se de uma novela, por exemplo, a produção vai ter que providenciar uma equipe complexa, com a participação de atores, diretor de elenco (interpretação), especialista em efeitos sonoros, produtor musical, além de roteirista, técnico de áudio, diretor geral etc.

Um programa mais simples, como os jornalísticos, requer uma equipe mínima de produtores, onde se deve incluir a figura do pauteiro, o responsável pela apuração de todas as informações necessárias para o desenvolvimento do produto jornalístico, seja uma reportagem, entrevista ou debate.

A realização do programa só acontece após a conclusão de todas as etapas da produção. A organização da produção é essencial para o resultado final de uma gravação. O produtor tem que providenciar tudo o que for necessário para a execução do roteiro. Uma dica importante para qualquer produtor é fazer reuniões com o roteirista e com o diretor, separadamente e em conjunto com toda a equipe, quando estiver se aproximando o dia da gravação.

Mas a produção não acaba no momento da gravação. Ela só se completa com a efetiva realização do programa, ou seja, quando o programa vai ao ar, seja gravado ou ao vivo.




Gravação

Nesta etapa, entra em cena a figura do operador de áudio. Cabe a ele a operação dos diversos equipamentos ligados à mesa de áudio: gravadores, microfones, toca-discos, CD Player, mini Disk, cartucheiras, deck’s etc. É também função do operador de áudio a emissão dos programas.

Antes de começar a gravação, o operador de áudio deve tomar todos os cuidados para que não haja nenhuma anormalidade durante a gravação. Ele deve revisar os equipamentos, limpar os cabeçotes dos gravadores, verificar a qualidade e condição da fita, ajustar microfones e equalizar os sons que estão sendo gravados. Antes de iniciar, o operador deve gravar algum som para certificar-se de que a qualidade está boa. Caso contrário, deve entrar em cena um técnico em Eletrônica.

Todos os envolvidos na gravação devem estar seguros das suas funções. O produtor deve estar a postos com todo o material necessário para a gravação (fitas, CD’s, efeitos sonoros, entrevistas, Script etc.); O locutor/ apresentador já deve ter se familiarizado com o texto para imprimir a locução desejada/ adequada; Caso haja reportagens e ou entrevistas a serem incluídas devem ser previamente editadas* ou pelos menos decupadas* com as indicações dos trechos a serem utilizados. A sonoplastia já deve estar totalmente definida neste momento.

* Edição - Consiste na montagem de trechos de entrevistas e reportagens que vão ser utilizados no programa. É possível gravar cada etapa em momentos diferentes (entrevistas, reportagens, falas do locutor etc.) e, de posse desse material, fazer a edição e montagem final do programa.

* Decupagem - Consiste na audição de todo material gravado e seleção do que deve ser utilizado. A decupagem antecede e facilita a elaboração do script e a montagem final, otimizando o tempo gasto na edição.

Mixagem

É uma operação que permite misturar vários sons, em proporções de intensidade determinada. Permite a gravação de sons em diferentes canais e mixados, misturados em um só canal.

Em gravações de rádio e TV, é possível gravar, em um canal, toda a parte falada e em outro, a parte musical e efeitos sonoros. Para ir ao ar, as partes são mixadas e emitidas em um único canal.


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Gravação, Edição.

Estúdio de rádio, concentração, espírito de grupo. Sincronismo entre fala-ruído-música. Música incidental, efeitos sonoros, trilhas musicais e vinhetas.

Objetivo: Análise comparativa de gravações. O som no rádio, na televisão, no cinema, no teatro, no disco e no show ao vivo. Timbres diversos. Estudo de casos - ruído e sonoridade. Exemplos de material com qualidade e outros com defeitos de edição. Desenvolver trilhas, efeitos sonoros e BG’s. Definir a edição linear e a edição não-linear.

Silêncio...gravando!

Um estúdio de rádio é composto, basicamente, por cabine de locução e ilha de edição. Na primeira, o locutor fica totalmente isolado acusticamente e é separado da ilha de edição por um vidro espesso, que permita a comunicação gestual com o editor de áudio. Este, por sua vez, comanda uma série de equipamentos, cabos e conexões, além do computador. Atualmente, a grande maioria dos programas de rádio é gravada e editada em programas de edição não-linear computadorizada, como o Sound Forge, Amplitude, Digital Audi Editor, Audio Edit ou Cool Edit Pro, entre outros.

Para uma boa gravação, é necessário um clima que possibilite a concentração dos envolvidos. Se o locutor pronuncia uma palavra de forma incorreta ou incompreensível, cabe ao editor de áudio avisá-lo e pedi para que refaça a parte da gravação que ficou abaixo do padrão de qualidade esperado. Por isso, é importante que apenas o locutor, o editor e, se possível, o diretor estejam presentes no momento da gravação.

Outro detalhe importante é o espírito de grupo. Não há nada que irrite mais um editor de áudio ou um diretor do que trabalhar com um locutor que não admite que errou e vice-versa. São necessárias maturidade, para admitir os erros, e compreensão, para o bom andamento do trabalho.

Edição:

Para o bom andamento do trabalho o melhor é que o próprio repórter edite sua matéria. Mas, em geral isso não é possível devido ao corre-corre da redação. Surge então a figura do editor de matérias. Para realizar da forma correta o trabalho, o editor precisa estar afinado com o repórter. Este deve dar o maior número de informações para que o editor cumpra sua tarefa. Cabe indicar:
  • O nome completo do entrevistado, com orientações sobre a pronúncia;
  • Profissão e cargo do entrevistado;
  • Sugestão do lide ou informação principal;
  • Resumo das principais informações;
  • Sugestões de deixas (trechos da gravação);
  • Descrição do ambiente da gravação, a qualidade do som, estado físico e emocional do entrevistado. Às vezes, detalhes que acontecem durante a entrevista são mais interessantes do que a entrevista propriamente;
  • Avaliação da matéria e sugestão do que pode ou deve ser aproveitado;
  • Sugestões de novas pautas que possam surgir na realização da matéria;
  • Não fazer tratados. Informações nítidas e precisas para facilitar o trabalho do editor e do redator.

Fonte: usp.br - Programa de Formação Continuada em Mídias na Educação, da Secretaria de Educação a Distância do MEC

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